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SÉTIMA BLOGAGEM COLETIVA DO BLOG CAFÉ ENTRE AMIGOS |
OS LIVROS DA MINHA VIDA
Desde criança, a leitura sempre teve um
papel muito importante na minha vida. Descendente de trabalhadores analfabetos,
filha única e com poucos amigos, ou melhor, “as meninas não brincavam com rapazes”. Quando descobri a leitura, nas
fotonovelas emprestadas por uma amiga muito mais velha, passei a devorar essas
revistas às escondidas, por ser uma leitura nada apropriada para os meus nove
ou dez anos, e também porque os meus pais achavam que a leitura era uma perda
de tempo. Não era raro ouvir a censura de que passava a vida a ler “Caprichos”.
De facto, as minhas preferidas eram a Capricho, Corin Tellado e Carlos de
Santander. O dinheirinho que eu conseguia poupar, do que os meus pais me davam,
quando passei a frequentar o liceu, passou a ir todo para as ditas revistas.
No liceu, tive que estudar alguns
clássicos portugueses, o que para mim, serviu de pretexto para que os meus pais
me comprassem os livros de Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco.
A leitura sempre teve o dom de me levar
para outras paragens, vivendo os personagens, fazendo-me sonhar acordada e
tirando-me muitas horas de sono. À noite, quando os meus pais pensavam que eu
estava a dormir, eu fechava a porta do quarto, tapava as frestas da porta com um cobertor para não passar a luz para
fora, e ainda punha um lenço por cima do candeeiro para ofuscar a luz, e lia
até de madrugada, sem conseguir parar enquanto não visse o final da história.
Devo dizer que esse subterfugio me valeu um problema de visão, por ler quase às escuras.
Foram inúmeros os livros que li e me
marcaram, pelas mais variadas razões. Um dos que li quando jovem e me marcou
bastante, foi “Pássaros Feridos” de Colleen McCullough. É um livro enorme, mas
que me prendeu até ao final. Sofri as dores da personagem e com ela chorei.
Outro dos livros que me acompanham sempre, é "Sonetos" da inesquecivel Florbela Espanca. Cada verso, cada poema está impregnado de sentimento.

Só mais tarde os livros de banda
desenhada, entre outros os do Pato Donald, e do Rato Mickey, apareceram na minha
vida quando os comprei para os meus filhos, numa tentativa de os incentivar à
leitura, quando ainda nem sabiam ler.
Outro dos livros da minha vida, por
razões distintas do primeiro que falei, é “Como Água Para Chocolate” de Laura
Esquível. Adoro a forma exagerada como decorre toda a história. Desde as
lágrimas que escorrem pela escada até à rua, dando para aproveitar o sal para
cozinhar durante meses, até ao final, quando os personagens principais
finalmente se encontram na consumação do desejo, e a paixão é de tal ordem que
não só os incendeia a eles mas também ao quarto onde estão. Talvez eu me
identifique com todo aquele exagero, porque também eu sou exagerada em tudo.
Quando amo, amo muitíssimo, quando não gosto, não gosto mesmo nada, não existe
meio-termo.
Não posso esquecer de mencionar a “Casa
Dos Espíritos” e “Eva Luna” de Isabel Allende, autora que muito aprecio.
Outro livro que li num fôlego, sem quase
consegui respirar, foi “Cem Anos de Solidão” de Gabriel Garcia Marquez. A
história da família Buendia, constituída por Josés Aurelianos e Aurelianos
Josés, entre outros.
Um livro que me diverti imenso a ler,
foi a “Crónica Dos Bons Malandros” do Mário Zambujal. Conta as peripécias de
uns malandros lisboetas, entre eles a Adelaide Magrinha e o Arnaldo Figurante.
Eles e os amigos formam um bando e decidem assaltar o Museu Gulbenkien, em Lisboa, levando
como armas, um enxame de abelhas. Ri-me imenso a ler este livro de leitura
fácil e muito divertido.
Em contrapartida, quando li “O Meu pé de
Laranja Lima”, do José Mauro de Vasconcelos, chorei do princípio ao fim.
Mais tarde, com as interrogações que a
minha vida me começou a despertar, vieram os livros de autoajuda que me
ajudaram a gerir os meus sentimentos exagerados, ensinando-me a viver e a
amar-me também a mim própria, ao invés de canalizar todo o amor para os outros,
esquecendo-me de mim. Costumo dizer, que esses livros, a par com outras coisas,
me ensinaram a viver. Os primeiros, foram os de Louise Hay, “O poder Está
Dentro de Si” e “Pode Curar a Sua Vida”.
Seguiram-se os livros do doutor Brian
Weiss, que nos dão uma nova perspectiva da vida, mostrando que o presente é
fruto do passado, podendo esse passado ir além doutras vidas.
Para terminar, devo frisar que todos os
livros de Paulo Coelho, me inspiram. Cada frase, cada ideia, é um ensinamento.
Ajudam-nos a crescer como indivíduos e seres espirituais que somos.
Já me alonguei muito, mas quis mostrar
os livros mais importantes nas diversas fases da minha vida. Espero não ter
sido muito aborrecida nesta minha primeira blogagem colectiva. Beijos do
coração para os amigos blogueiros que me leem, e claro, também aos que me
seguem.
8 comentários:
Livros maravilhosos com certeza gostei demais.
Uma lista louvável adorei moça...seu blog é lindo.
Nossa que lista sensacional livros maravilhosos, autores grandiosos parabéns.
Livros importantes para a literatura gostei muito.
Seu post esta sensacional já li quase todos que citou como Cem anos solidão, Meu pé de laranja lima, A casa dos espíritos e Pássaros feridos que é incrível, os outros vou ver se leio breve, parabéns uma lista e tanto.
Bem vinda viu ao nosso espaço é uma prazer recebe-la.
Mammy,
Adorei ler a tua postagem da 7ª BC do blog Café Entre Amigos - Os Livros da Minha Vida, sendo esta a tua primeira participação.
Está muito bom o teu texto e muito bem ilustrado. Gosta da forma que escreves, porque consegues transmitir o que te vai na alma.
Beijos, adoro-te muito :)
Cris Henriques
http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com/
Os livros que citou são demais eu li alguns outros ainda não tive tempo mas quero por minha leitura em dia meus parabéns
Olá Idália, não é a toa que é mãe de uma escritora como a Cris, certamente ela teve um grande incentivo de sua parte para a leitura.
Até hoje tenho uma certa curiosidade em ler O Aleph, mas como sou meio desconfiado com livros do Paulo Coelho, ainda não tive ânimo de adquirir. O único livro dele que realmente gostei foi Veronika Decide Morrer.
Boa semana.
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