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domingo, 4 de novembro de 2012

ESTRELA GUIA

 
 
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ESTRELA GUIA
 
Quero ser a estrela guia,
Que ilumina o teu caminho.
 Quando estás triste, quero que saibas
Que não caminhas sozinho.
 
Quando a vida te é adversa
E não vês a solução.
 Deixa-me ser o regaço
 Da tua desolação.
 
No auge do desespero,
Nos ais da desilusão.
Vais encontrar sempre abrigo,
Dentro do meu coração.
 
Idália Henriques
 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

COMO FAZER PARA PERDOAR


perdoar
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Como fazer para perdoar
Quando a mágoa é tão grande
Que nos faz chorar, desesperar,
Nos faz sofrer, sem entender
O porquê da injustiça,
O porquê da desilusão,
O porquê da agressão,
Gratuita, sem sentido?
Sei que julgar é cruel,
Mas as palavras de fel
Fazem doer na alma,
Frágil como papel.
 
Mas vem a vontade de perdoar,
Cansados de nos lamentar.
E perdoar é tão sublime...
Os nossos erros redime,
E limpa o nosso caminho.
Tira pedras e calhaus,
Que só nos fazem tropeçar
Na mágoa a todo o momento,
Levando-nos da dor ao lamento.
 
E o nosso coração adoça,
E a mágoa perde a força.
Ficamos de alma lavada...
Renovada...
E depois... já não é nada.
Troca-se a dor p´lo amor,
E a mágoa pelo perdão...
A vida adquire outra cor,
E brilha como o sol de verão.
 
Idália Henriques


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O TEU OLHAR

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O TEU OLHAR

Olhar de mel,

Destilando fogo...

Penetras-me a alma.

Quando me olhas.

Intenso...quente...

Ousado e sensual...

Qual lava de um vulcão

em erupção.



Invades-me a alma.

Fico desnuda

Sob o teu olhar

Ardente de paixão.

Penetras-me sem me tocares,

Tomas-me sem me avisares...



Tombamos numa convulsão

Fundimo-nos com o calor da paixão

Depositas o teu mel ardente,

No meu ventre, de calor fremente

Solta-se o grito uníssono que nos transporta

Ao céu, e nos traz de volta.


Idália Henriques

MOURA ENCANTADA

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Moura encantada

Um dia sonhei com um castelo

Eu era uma moura encantada,

Sonhava com teus olhos negros

Esperava apaixonada…



No dia em que tu partiste

Jurámos amor eterno,

Esperei cada vez mais triste,

Passou o Verão e o inverno



Via o sol e via a lua,

Via uma e outra vez,

Via os meses a passar

Esperava mês após mês.



Sonhava com teus olhos negros,

Com teus beijos, doces, quentes,

Entre sonhos e desejos

Soltava suspiros ardentes!



Teus olhos doces e meigos

Entravam nos meus, e assim

Tua alma, minha alma

Fundiam-se dentro de mim.



Boca rubra de mil beijos,

Pétalas de rosa, sobre a minha,

Neste jardim de saudade,

Eu esperava tão sozinha…



Durante o calor da batalha,

Tua alma por mim clamou,

Papoilas fizeram a mortalha

Quando o teu corpo tombou.



Passaram os dias, os anos

A juventude murchou,

Os cabelos branquearam

A minha vida acabou.


Idália Henriques

domingo, 5 de agosto de 2012

MULHER FATAL


MULHER FATAL


Báton vermelho nos lábios,
Vestido negro... a provocar!
Os olhos dizendo mais
Do que a boca quer falar.

Andar sensual e felino...
Caminha segura, na rua.
Atrai olhares masculinos
Como se caminhasse nua.


É mulher, esbelta e perfeita,
Madura... de sabedoria,
Caminha na vida à espreita
Dos momentos de magia.

 
No lar, mãe de família,
Na rua... mulher sensual,
No lar não mostra malícia,
Na rua...mulher fatal!



De dia mãe dedicada,
Esposa correta e afável,
Na noite...torna-se louca
Por sexo... Insaciável!
Idália Henriques




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