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domingo, 25 de novembro de 2012

PRESENTE DE AMIGOS QUERIDOS

 
O meu amigo Carlos Rimulo do blog de "poesias do poeta cigano" teve a gentileza de me fazer esta cortesia. Ofereceu-me este selo lindo. Obrigada amigo. Peço desculpa por só agora fazer o post de agradecimento, mas o tempo livre tem sido muito pouco, e não tem dado para me dedicar aos blogs. De qualquer forma aqui fica o meu abraço fraterno com um muito obrigada pela distinção.
Pessoal, vamos lá visitar o cantinho do poeta cigano, que tem poesias lindas e cheias de sentimento e romantismo.

Também a minha amiga Lilian, do blog, Duas Moças Prendadas teve o carinho de me presentear com este selo lindo e divertido. Obrigada querida amiga.


Faz parte das regras nomear outros cinco blogs. É muito difícil escolher, entre tantos amigos carinhosos e simpáticos, que têm blogs lindos e interessantes. Ainda assim aqui ficam cinco.
http://oqueomeucoraçãodiz.blogspot.com - Cris Henriques
http://carlosrimolo.blogspot.pt/- Carlos Rimulo
http://www.riosul2012.com/ - Thiago
http://gracitamensagens.blogspot.pt/ - Gracita
http://escritoslisergicos.blogspot.pt/ - Christian V. Louis

Mais um agradecimento a um amigo querido que se lembrou de mim, e me presenteou com este selinho de Boas Festas.
Obrigada amigo Thiago, retribuo os votos para ti e os teus familiares, desejo-vos um Natal cheio de Paz, Amor e Alegria.

 
Obrigada a todos os amigos que me lêm e que gostam de mim, e aos que não gostam, obrigada também, por acharem que mereço que me distingam com algum sentimento, o que não é mau de todo.
Um beijinho fraterno e carinhoso a quem me lê com gosto, e dois para quem lê e não gosta, pela paciência.
 
Idália Henriques
 
 
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mar Me Quer

 
 
 
ACABEI DE LER ESTE LIVRO MARAVILHOSO
 
imagem aqui 
 
Li este livro num fôlego! Lindo, nem tenho palavras para definir o quanto adorei ler.
Passo a transcrever um pouquinho ... quero partilhar com quem não conhece, algumas frases e ideias ou conceitos contidos neste livro do Mia Couto.
 
O início agarra logo o leitor...
 
"Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença: é preciso entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer."
 
..."futuro é uma coisa que existindo nunca chega a haver. Então eu me suficiento do actual presente. E basta."
 
"Hoje sei como se mede a verdadeira idade: vamos ficando velhos quando não fazemos novos amigos. Estamos morrendo a partir do momento em que não mais nos apaixonamos."
 
A canoa se fez ao mar
um cisco entrou nos olhos de Deus.
Mia Couto em "Mar me quer".
 
Espero que tenham gostado destas transcrições, e se deliciem com a leitura tanto como eu.
 
Um beijo a quem me lê e gosta de mim, e dois para quem não gosta.
 
Idália Henriques
 

sábado, 22 de setembro de 2012

O VENTO QUE SOPRA DAS FLORES




«Há alguns anos , em Seattle, Washington, vivia um refugiado tibetano de 52 anos de idade.
“Tenzin”, é como vou chama-lo. Foi -lhe diagnosticado como portador de uma forma de linfoma das mais fáceis de curar.
Ele foi internado num hospital e recebeu a primeira dose de quimioterapia.
Mas durante o tratamento, este homem normalmente gentil tornou-se agressivo e irritado; arrancou a agulha intravenosa do seu braço e negou-se a cooperar.
Ele então gritou com as enfermeiras e discutiu com todos ao seu redor.
Os médicos e enfermeiros ficaram desconcertados.
Depois, a esposa de Tenzin falou com o pessoal do hospital.
Ela contou que Tenzin foi um prisioneiro político dos chineses por 17 anos.
Eles mataram sua primeira esposa e ele foi repetidamente torturado e brutalizado durante todo o tempo em que esteve preso.
As normas e regulamentos do hospital, juntamente com a quimioterapia, fez Tenzin recordar todo o sofrimento que passou nas mãos dos chineses.
“Eu sei que vocês querem ajuda-lo,” ela disse, “mas ele se sente torturado pelo tratamento.
Eles fazem com que ele sinta ódio internamente – da mesma maneira que os chineses fizeram ele se sentir.
Ele prefere morrer do que viver com o ódio que ele está sentindo agora.
E, segundo nossas crenças, é muito ruim ter tamanho ódio no coração na hora da morte.
Ele precisa estar apto para rezar e limpar seu coração.”
Assim, o médico dispensou Tenzin e recomendou uma equipe da clínica de repouso para visita-lo em casa.
Uma enfermeira foi encarregada de cuidar dele.
Ela entrou em contacto com um representante da “Amnistia Internacional” para pedir conselhos.
Ele disse que a única forma de sanar o trauma da tortura era “falar a sobre a tortura.
“Essa pessoa perdeu sua confiança na humanidade e sente que a esperança é impossível.”
Mas a enfermeira encorajou Tenzin a falar sobre as suas experiências, ele ergueu suas mãos e fê-la parar.
Ele disse, “Eu preciso aprender a amar de novo se eu quiser curar a minha alma.
Sua tarefa não é fazer perguntas. Sua tarefa é ensinar-me a amar novamente.”
A enfermeira respirou profundamente e perguntou, “E como eu posso fazê-lo amar de novo?”
Tenzin respondeu prontamente, “Sente-se, tome o meu chá e coma meus biscoitos.”
O chá tibetano é um chá preto forte, coberto com manteiga de iaque e sal. Não é fácil de bebe-lo!
Mas, foi o que a enfermeira fez.
Por várias semanas, Tenzin, sua mulher e a enfermeira tomaram juntos o chá.
Também conversaram com os médicos para achar formas de tratar suas dores físicas.
Mas era a sua dor espiritual que deveria ser diminuída.
Cada vez que eu chegava, via Tenzin sentado de pernas cruzadas em sua cama, recitando preces de seus livros.
Com o passar do tempo, sua mulher foi pendurando mais e mais ‘thankas’, bandeirolas budistas coloridas, nas paredes.
Em pouco tempo, o quarto parecia um templo colorido.
Com a chegada da primavera, a enfermeira perguntou o que os tibetanos faziam quando estavam doentes na primavera.
Ele abriu um grande sorriso e disse, “Nós nos sentamos e aspiramos o vento que sopra pelas flores.”
Ela pensou que ele estava a falar poeticamente, mas suas as palavras eram literais.
Ele explicou que os tibetanos fazem isso para serem pulverizados com o pólen das novas flores, carregadas pela brisa.
Eles acreditam que esse pólen é um potente medicamento.
No primeiro momento, encontrar muitas flores parecia um pouco difícil.
Mas, um amigo sugeriu que Tenzin visitasse algumas floriculturas locais.
A enfermeira ligou para o gerente de uma floricultura e explicou-lhe a situação.
Sua reação inicial foi “Você quer o que???”
Mas quando eu expliquei melhor o meu pedido, ele concordou.
Então, no fim de semana seguinte, a enfermeira levou Tenzin, e sua mulher
 e suas provisões para a tarde: chá preto, manteiga, sal, biscoitos, almofadas e livros de preces.
Ela os deixou na floricultura e combinou ir buscá-los pelas 17 horas.
No outro fins de semana, visitamos uma outra floricultura.
E mais outra no terceiro fim de semana.
Na quarta semana, a enfermeira começou a receber convites das floriculturas para Tenzin e sua mulher voltarem novamente.
Um dos gerentes disse, “Nós temos uma nova remessa de nicotianas e lindas fuchsias…ah, sim! E temos belas dafnias.
Eu sei que eles vão adorar o perfume das dafnias! E eu quase me esqueci!
Temos uns novos bancos de jardim que Tenzin e sua esposa vão adorar!”
No mesmo dia, outra floricultura ligou dizendo que eles tinham recebido birutas coloridas para Tenzin saber de que direção o vento estava soprando.
Logo, as floriculturas estavam competindo pelas visitas de Tenzin.
As pessoas começaram a dar atenção ao casal tibetano.
Os empregados arrumavam os móveis de frente para o vento.
Outros traziam água quente para o chá. Alguns fregueses regulares deixavam seus carrinhos de compras próximos do casal.
E no final do verão, Tenzin voltou ao seu médico para novos exames e determinar o desenvolvimento da doença.
Mas o doutor não achou nenhuma evidência de câncer.
Ele surpreendido; disse à Tenzin que ele simplesmente não sabia explicar aquilo.
Tenzin levantou seu dedo e disse,
“Eu sei porque o câncer se foi embora. Ele não podia mais viver num corpo tão cheio de amor.
Quando eu comecei a sentir a compaixão das pessoas da clínica, dos empregados das floriculturas, e todas essas pessoas que queriam saber de mim, eu comecei a mudar por dentro.
Agora, eu me sinto afortunado por ter a oportunidade de ser curado dessa forma.
Doutor, por favor, não acredite que a sua medicina é a única cura.
Às vezes, a compaixão pode também curar um cancro.»
Encontrei aqui
 
 
Amigos/as e seguidores/as, também eu estou a tentar levar um pouco de vento que sopra das flores, um vento de amizade e amor, a uma amiga muito querida que está a sofrer com um cancro. Estou a apoia-la, a ministrar-lhe a medicação e todos os cuidados básicos necessários a quem está a sofrer, a quem está a ver a vida esvair-se sem poder fazer nada que contrarie o destino.
Mulher forte e corajosa, tem lutado até às ultimas forças contra a doença fatal, sem uma queixa, sem revolta, com uma coragem inusitada num corpo tão debilitado pela doença que dia a dia a vai roubando à vida. Exemplo de coragem e abnegação, cada dia com menos forças para continuar esta luta inglória, mas sempre com um sorriso doce nos lábios sem um queixume, vai esperando plácidamente o dia da partida, o dia do "regresso a casa". Amiga generosa, que sempre me ajudou quando precisei. E eu estou com ela, ela precisa de mim e eu vou estar com ela até ao fim, dando-lhe todo o meu amor e fazendo o possivel para que se sinta confortável, tentando minorizar-lhe o sofrimento da forma que me seja possivel.
É por esse motivo amigos, que ando tão afastada dos meus blogs, deixo-vos aqui a explicação, porque entendo que os amigos merecem saber o motivo do nosso afastamento.
Muito obrigada por me lerem, e sempre que me seja possivel vou pondo as vizitinhas em dia e escrevendo algo. 
 
Um beijo carinhoso a quem gosta de mim, e dois a quem não gosta, para amaciar o coração.
 
Idália Henriques

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