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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

8ªBC CAFÉ ENTRE AMIGOS - PRESENTES QUE DESEJEI E NUNCA GANHEI


OITAVA BLOGAGEM COLECTIVA DO BLOG CAFÉ ENTRE AMIGOS

PRESENTES QUE DESEJEI E NUNCA GANHEI

Aqui está uma questão difícil de responder, embora pareça simples.
Gosto de receber presentes, como toda a gente (embora haja quem diga que não liga a presentes, talvez por não os receber e não querer demonstrar decepção, ou porque não gosta de dar, desvalorizando a questão para não ter que retribuir). Mas não posso frisar muitos presentes que nunca recebi e tenha tido desejo de receber, porque para mim, o importante é que se lembrem de mim, é a atitude que conta, e não o valor do que se recebe.

Gosto muito de flores, mas tanto aprecio que me deem um buquê enorme...


como aprecio se me derem apenas uma flor.

Não é o valor material que tem importancia, o que importa mesmo é o que nós somos, e o que as pessoas são para nós. Ter... é apenas um verbo.

Neste contexto, não consigo lembrar-me de nada que tivesse ficado a espera que me oferecessem, e isso não tivesse acontecido. Até porque com as dificuldades económicas dos meus pais, eu nem me atrevia a pedir. Quando quero uma coisa tento alcançá-la com o meu esforço, não fico à espera que me caia do céu.

Como todas as garotas é claro que quis ter uma bicicleta, mas fiquei querendo até hoje! Rs rs rs.
Mas se alguém me quiser oferecer um presente, J ia adorar receber uma bicicleta, para dar uns passeios, (tenho tido sempre outras prioridades)

ou uma passadeira eléctrica para fazer o meu exercício sem precisar sair de casa. Portanto ficam à vontade para satisfazer este meu desejo. Rsrsrsrsrs.
Obrigada por virem ler aos meus posts, beijinhos e abraços, e cá fico à espera da bicicleta e da passadeira. rs rs rs.
Idália Henriques





sexta-feira, 3 de agosto de 2012

7ª BC Café Entre Amigos - OS LIVROS DA MINHA VIDA

SÉTIMA BLOGAGEM COLETIVA DO BLOG CAFÉ ENTRE AMIGOS
OS LIVROS DA MINHA VIDA
      Desde criança, a leitura sempre teve um papel muito importante na minha vida. Descendente de trabalhadores analfabetos, filha única e com poucos amigos, ou melhor, “as meninas não brincavam com rapazes”. Quando descobri a leitura, nas fotonovelas emprestadas por uma amiga muito mais velha, passei a devorar essas revistas às escondidas, por ser uma leitura nada apropriada para os meus nove ou dez anos, e também porque os meus pais achavam que a leitura era uma perda de tempo. Não era raro ouvir a censura de que passava a vida a ler “Caprichos”. De facto, as minhas preferidas eram a Capricho, Corin Tellado e Carlos de Santander. O dinheirinho que eu conseguia poupar, do que os meus pais me davam, quando passei a frequentar o liceu, passou a ir todo para as ditas revistas.










        Com o gosto já direcionado para os romances, um dia comprei um livro de bolso da mesma autora, Corin Tellado, este sem imagens, e adorei. A partir desse momento, dei preferência aos ditos livros, dos mesmos autores, Corin Tellado e Carlos de Santander, relegando para segundo plano as fotonovelas.
             
No liceu, tive que estudar alguns clássicos portugueses, o que para mim, serviu de pretexto para que os meus pais me comprassem os livros de Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco.
A leitura sempre teve o dom de me levar para outras paragens, vivendo os personagens, fazendo-me sonhar acordada e tirando-me muitas horas de sono. À noite, quando os meus pais pensavam que eu estava a dormir, eu fechava a porta do quarto, tapava as frestas da porta  com um cobertor para não passar a luz para fora, e ainda punha um lenço por cima do candeeiro para ofuscar a luz, e lia até de madrugada, sem conseguir parar enquanto não visse o final da história. Devo dizer que esse subterfugio me valeu um problema de visão, por ler quase às escuras.



Foram inúmeros os livros que li e me marcaram, pelas mais variadas razões. Um dos que li quando jovem e me marcou bastante, foi “Pássaros Feridos” de Colleen McCullough. É um livro enorme, mas que me prendeu até ao final. Sofri as dores da personagem e com ela chorei.
Outro dos livros que me acompanham sempre, é "Sonetos" da inesquecivel  Florbela Espanca. Cada verso, cada poema está impregnado de sentimento.


Só mais tarde os livros de banda desenhada, entre outros os do Pato Donald, e do Rato Mickey, apareceram na minha vida quando os comprei para os meus filhos, numa tentativa de os incentivar à leitura, quando ainda nem sabiam ler.




Outro dos livros da minha vida, por razões distintas do primeiro que falei, é “Como Água Para Chocolate” de Laura Esquível. Adoro a forma exagerada como decorre toda a história. Desde as lágrimas que escorrem pela escada até à rua, dando para aproveitar o sal para cozinhar durante meses, até ao final, quando os personagens principais finalmente se encontram na consumação do desejo, e a paixão é de tal ordem que não só os incendeia a eles mas também ao quarto onde estão. Talvez eu me identifique com todo aquele exagero, porque também eu sou exagerada em tudo. Quando amo, amo muitíssimo, quando não gosto, não gosto mesmo nada, não existe meio-termo.

Não posso esquecer de mencionar a “Casa Dos Espíritos” e “Eva Luna” de Isabel Allende, autora que muito aprecio.
 
Outro livro que li num fôlego, sem quase consegui respirar, foi “Cem Anos de Solidão” de Gabriel Garcia Marquez. A história da família Buendia, constituída por Josés Aurelianos e Aurelianos Josés, entre outros.




Um livro que me diverti imenso a ler, foi a “Crónica Dos Bons Malandros” do Mário Zambujal. Conta as peripécias de uns malandros lisboetas, entre eles a Adelaide Magrinha e o Arnaldo Figurante. Eles e os amigos formam um bando e decidem assaltar o Museu Gulbenkien, em Lisboa, levando como armas, um enxame de abelhas. Ri-me imenso a ler este livro de leitura fácil e muito divertido.

Em contrapartida, quando li “O Meu pé de Laranja Lima”, do José Mauro de Vasconcelos, chorei do princípio ao fim.

Mais tarde, com as interrogações que a minha vida me começou a despertar, vieram os livros de autoajuda que me ajudaram a gerir os meus sentimentos exagerados, ensinando-me a viver e a amar-me também a mim própria, ao invés de canalizar todo o amor para os outros, esquecendo-me de mim. Costumo dizer, que esses livros, a par com outras coisas, me ensinaram a viver. Os primeiros, foram os de Louise Hay, “O poder Está Dentro de Si” e “Pode Curar a Sua Vida”.
                 
Seguiram-se os livros do doutor Brian Weiss, que nos dão uma nova perspectiva da vida, mostrando que o presente é fruto do passado, podendo esse passado ir além doutras vidas.

Para terminar, devo frisar que todos os livros de Paulo Coelho, me inspiram. Cada frase, cada ideia, é um ensinamento. Ajudam-nos a crescer como indivíduos e seres espirituais que somos.
Já me alonguei muito, mas quis mostrar os livros mais importantes nas diversas fases da minha vida. Espero não ter sido muito aborrecida nesta minha primeira blogagem colectiva. Beijos do coração para os amigos blogueiros que me leem, e claro, também aos que me seguem.

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