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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mar Me Quer

 
 
 
ACABEI DE LER ESTE LIVRO MARAVILHOSO
 
imagem aqui 
 
Li este livro num fôlego! Lindo, nem tenho palavras para definir o quanto adorei ler.
Passo a transcrever um pouquinho ... quero partilhar com quem não conhece, algumas frases e ideias ou conceitos contidos neste livro do Mia Couto.
 
O início agarra logo o leitor...
 
"Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença: é preciso entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer."
 
..."futuro é uma coisa que existindo nunca chega a haver. Então eu me suficiento do actual presente. E basta."
 
"Hoje sei como se mede a verdadeira idade: vamos ficando velhos quando não fazemos novos amigos. Estamos morrendo a partir do momento em que não mais nos apaixonamos."
 
A canoa se fez ao mar
um cisco entrou nos olhos de Deus.
Mia Couto em "Mar me quer".
 
Espero que tenham gostado destas transcrições, e se deliciem com a leitura tanto como eu.
 
Um beijo a quem me lê e gosta de mim, e dois para quem não gosta.
 
Idália Henriques
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O AMOR

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Hoje sinto-me nostálgica.

Fui ler Florbela Espanca. Piorou. Poemas maravilhosos, (é a minha poetisa preferida), mas que ainda me deixam com mais saudade do Amor. Esse sentimento que nos faz sentir...

O AMOR

Faz explodir o peito, o coração.

Faz borboletas na barriga,

Faz-nos embargar de emoção.

Deixa-nos com sorriso tolo...

Ao lembrar esse alguém querido

Caminhamos no céu

Voamos na terra

Pairamos entre o sonho e a realidade,

A fantasia parece verdade.

E a verdade irrealidade.

Ficamos entre o ser e o querer,

O amor... esse sentimento...

Sem o qual não podemos viver!

Idália Henriques
 
E agora o poema da Florbela Espanca, que era a ideia inicial, mas depois comecei a divagar.
 
 
Frémito de meu corpo a procurar-te
Frémito de meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
 
Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e farte!
 
E vejo-te tão lonje! sinto a tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma
A dizer-me, a cantar que não me amas...
 
E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas...
 
Florbela Espanca
 
 
 
 
 

 

 

 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

3º BC DO BLOG ESCRITOS LISERGICOS - LENDAS URBANAS

 

3º BC DO BLOG ESCRITOS LISÉRGICOS

Aqui estou eu a participar em mais uma BC do meu amigo Christian.
Sei que o Chris gosta de histórias assustadoras, mas resolvi contar uma que pode ser uma lição de vida, se assim o entender quem a leia.
 Os sustos e as cocas ficam para outro dia! Afinal sustos apanhamos todos os dias quando as contas chegam a casa para pagar. rsrsrs
Então aqui vai a história.

Nesta minha participação da BC do meu amigo Chris, vou deixar uma história que ouvi contar a uma amiga, que conheceu as pessoas em questão. Vai ser um pouco alterada por mim, relativa aos personagens, mas a ideia, a essência da história é verdadeira.

 A LEI DO RETORNO
Havia um casal muito feliz, com uma vida próspera, cuja esposa começou a ficar doente. O marido levou-a aos melhores médicos, e nada de encontrarem solução para o problema que nem sequer conseguiam detectar. O tempo foi passando, e a senhora cada vez mais fraca, mais doente, definhava a olhos vistos. Nenhum dos medicamentos fortificantes que lhe receitaram resultou, porque na verdade, os exames médicos que fazia davam sempre resultados negativos, e os médicos não sabiam a que atribuir tal estado de fraqueza, nem sabiam já o que lhe fazer.

Em desespero de causa, e embora sendo uma pessoa cética, o marido resolveu procurar uma senhora Médium e curandeira, indicada por uma vizinha. Essa Médium curava todos os males físicos e espirituais, segundo se dizia.

Quando o homem procurou a dita Médium, a esposa estava tão fraca que não conseguiu ir à consulta. Foi o marido que a foi representar levando uma foto da esposa.

A Médium, disse-lhe que a esposa estava muito mal e que morreria brevemente se não fosse tratada, pois o mal de que ela sofria, tinha sido provocado por uma magia negra que lhe tinham feito. O motivo que levou alguém a fazer esse trabalho, foi o ciúme e a inveja mortal que sentia da esposa do senhor. Como é habitual nestes casos a Médium não citou nomes, pediu apenas ao senhor que lá voltasse o mais breve possível, levando uma peça de roupa da esposa, para poder fazer-lhe o tratamento, entre outras coisas que lhe mandou fazer em casa.

O senhor fez o que lhe foi sugerido, e voltou lá com uma peça de roupa da esposa. Depois da Médium fazer o tratamento, perguntou ao senhor, o que ele queria que ela fizesse, em relação ao mal feito. Sem pensar muito bem, mas movido pelo que ele considerava justo, o senhor respondeu ─ Olhe, devolva-o a quem o fez!

Voltou para casa, e a esposa começou a melhorar a olhos vistos. Os dias iam passando e as melhoras eram tantas e tão rápidas, que surpreendiam toda a gente.

À medida que a esposa melhorava, uma antiga namorada do homem, apaixonada por ele desde sempre, começou a ficar doente, com os mesmos sintomas que a esposa tinha sentido. A esposa foi melhorando, e a outra piorando, até que definhou completamente, vindo a morrer, sem que ninguém pudesse fazer algo por ela.

Moral da história: recebemos sempre de volta aquilo que damos.

Lá diz o povo e com razão, “Não faças mal ao vizinho, que o teu vem a caminho”.
E foi esta a minha participação, espero que gostem, se é que se pode gostar de uma coisa destas!
Idália Henriques
 

 

 


 

Selinhos oferecidos pelo Thiago.

Ô trocyn de selinhos bãos!!!
 

Selinho oferecido pelo meu amigo Thiago do blog, Ô Trocyn Bão. Obrigada amigo pelo carinho e atenção.

Fui ao blog do Thiago para lhe agradecer a atenção e olhem que coisa mais linda encontrei lá...

 
O meu amigo está a oferecer o selinho de comemoração dos 200 seguidores.
Parabéns Thiago. Que continues a ter inspiração para continuar a publicar coisas tão interessantes como tens feito até hoje. E então, virão muitos 200.
 
Idália Henriques
 
 

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Estou de Volta


Imagem aqui 
 
PARA OS MEUS AMIGOS QUE ME ESPERARAM PACIENTEMENTE
 
Amigos/as e seguidores/as, estou de volta.
Obrigada a todos os que continuaram a seguir-me e a deixar comentários, apesar do meu silêncio.
Depois do meu afastamento temporário, estou de volta com a sensação de missão cumprida.
A minha amiga querida, que eu cuidei nos últimos tempos da sua vida neste plano, partiu. Regressou a casa, com grande sofrimento, que eu tentei menorizar da forma que me foi possível. Infelizmente era inevitável, lutou até ao fim, numa batalha inglória, sempre com muita dignidade e aceitação, preocupando-se com quem ficava, tentando evitar que sofressem. Mulher de uma valentia impar, partiu sem um queixume, sem um lamento nem revolta pela sua sorte. Um exemplo a seguir por aqueles que têm a infelicidade de ser acometidos pela doença devastadora que não dá tréguas.
Minha querida, acredito que estás num lugar bem melhor que este, porque mereces, e porque esse lugar existe para os dignos e caridosos como tu. Uma alma linda, mais uma estrela para iluminar o céu.
Descansa em paz, na infinita Glória do Criador.
Idália Henriques
 
 

sábado, 22 de setembro de 2012

O VENTO QUE SOPRA DAS FLORES




«Há alguns anos , em Seattle, Washington, vivia um refugiado tibetano de 52 anos de idade.
“Tenzin”, é como vou chama-lo. Foi -lhe diagnosticado como portador de uma forma de linfoma das mais fáceis de curar.
Ele foi internado num hospital e recebeu a primeira dose de quimioterapia.
Mas durante o tratamento, este homem normalmente gentil tornou-se agressivo e irritado; arrancou a agulha intravenosa do seu braço e negou-se a cooperar.
Ele então gritou com as enfermeiras e discutiu com todos ao seu redor.
Os médicos e enfermeiros ficaram desconcertados.
Depois, a esposa de Tenzin falou com o pessoal do hospital.
Ela contou que Tenzin foi um prisioneiro político dos chineses por 17 anos.
Eles mataram sua primeira esposa e ele foi repetidamente torturado e brutalizado durante todo o tempo em que esteve preso.
As normas e regulamentos do hospital, juntamente com a quimioterapia, fez Tenzin recordar todo o sofrimento que passou nas mãos dos chineses.
“Eu sei que vocês querem ajuda-lo,” ela disse, “mas ele se sente torturado pelo tratamento.
Eles fazem com que ele sinta ódio internamente – da mesma maneira que os chineses fizeram ele se sentir.
Ele prefere morrer do que viver com o ódio que ele está sentindo agora.
E, segundo nossas crenças, é muito ruim ter tamanho ódio no coração na hora da morte.
Ele precisa estar apto para rezar e limpar seu coração.”
Assim, o médico dispensou Tenzin e recomendou uma equipe da clínica de repouso para visita-lo em casa.
Uma enfermeira foi encarregada de cuidar dele.
Ela entrou em contacto com um representante da “Amnistia Internacional” para pedir conselhos.
Ele disse que a única forma de sanar o trauma da tortura era “falar a sobre a tortura.
“Essa pessoa perdeu sua confiança na humanidade e sente que a esperança é impossível.”
Mas a enfermeira encorajou Tenzin a falar sobre as suas experiências, ele ergueu suas mãos e fê-la parar.
Ele disse, “Eu preciso aprender a amar de novo se eu quiser curar a minha alma.
Sua tarefa não é fazer perguntas. Sua tarefa é ensinar-me a amar novamente.”
A enfermeira respirou profundamente e perguntou, “E como eu posso fazê-lo amar de novo?”
Tenzin respondeu prontamente, “Sente-se, tome o meu chá e coma meus biscoitos.”
O chá tibetano é um chá preto forte, coberto com manteiga de iaque e sal. Não é fácil de bebe-lo!
Mas, foi o que a enfermeira fez.
Por várias semanas, Tenzin, sua mulher e a enfermeira tomaram juntos o chá.
Também conversaram com os médicos para achar formas de tratar suas dores físicas.
Mas era a sua dor espiritual que deveria ser diminuída.
Cada vez que eu chegava, via Tenzin sentado de pernas cruzadas em sua cama, recitando preces de seus livros.
Com o passar do tempo, sua mulher foi pendurando mais e mais ‘thankas’, bandeirolas budistas coloridas, nas paredes.
Em pouco tempo, o quarto parecia um templo colorido.
Com a chegada da primavera, a enfermeira perguntou o que os tibetanos faziam quando estavam doentes na primavera.
Ele abriu um grande sorriso e disse, “Nós nos sentamos e aspiramos o vento que sopra pelas flores.”
Ela pensou que ele estava a falar poeticamente, mas suas as palavras eram literais.
Ele explicou que os tibetanos fazem isso para serem pulverizados com o pólen das novas flores, carregadas pela brisa.
Eles acreditam que esse pólen é um potente medicamento.
No primeiro momento, encontrar muitas flores parecia um pouco difícil.
Mas, um amigo sugeriu que Tenzin visitasse algumas floriculturas locais.
A enfermeira ligou para o gerente de uma floricultura e explicou-lhe a situação.
Sua reação inicial foi “Você quer o que???”
Mas quando eu expliquei melhor o meu pedido, ele concordou.
Então, no fim de semana seguinte, a enfermeira levou Tenzin, e sua mulher
 e suas provisões para a tarde: chá preto, manteiga, sal, biscoitos, almofadas e livros de preces.
Ela os deixou na floricultura e combinou ir buscá-los pelas 17 horas.
No outro fins de semana, visitamos uma outra floricultura.
E mais outra no terceiro fim de semana.
Na quarta semana, a enfermeira começou a receber convites das floriculturas para Tenzin e sua mulher voltarem novamente.
Um dos gerentes disse, “Nós temos uma nova remessa de nicotianas e lindas fuchsias…ah, sim! E temos belas dafnias.
Eu sei que eles vão adorar o perfume das dafnias! E eu quase me esqueci!
Temos uns novos bancos de jardim que Tenzin e sua esposa vão adorar!”
No mesmo dia, outra floricultura ligou dizendo que eles tinham recebido birutas coloridas para Tenzin saber de que direção o vento estava soprando.
Logo, as floriculturas estavam competindo pelas visitas de Tenzin.
As pessoas começaram a dar atenção ao casal tibetano.
Os empregados arrumavam os móveis de frente para o vento.
Outros traziam água quente para o chá. Alguns fregueses regulares deixavam seus carrinhos de compras próximos do casal.
E no final do verão, Tenzin voltou ao seu médico para novos exames e determinar o desenvolvimento da doença.
Mas o doutor não achou nenhuma evidência de câncer.
Ele surpreendido; disse à Tenzin que ele simplesmente não sabia explicar aquilo.
Tenzin levantou seu dedo e disse,
“Eu sei porque o câncer se foi embora. Ele não podia mais viver num corpo tão cheio de amor.
Quando eu comecei a sentir a compaixão das pessoas da clínica, dos empregados das floriculturas, e todas essas pessoas que queriam saber de mim, eu comecei a mudar por dentro.
Agora, eu me sinto afortunado por ter a oportunidade de ser curado dessa forma.
Doutor, por favor, não acredite que a sua medicina é a única cura.
Às vezes, a compaixão pode também curar um cancro.»
Encontrei aqui
 
 
Amigos/as e seguidores/as, também eu estou a tentar levar um pouco de vento que sopra das flores, um vento de amizade e amor, a uma amiga muito querida que está a sofrer com um cancro. Estou a apoia-la, a ministrar-lhe a medicação e todos os cuidados básicos necessários a quem está a sofrer, a quem está a ver a vida esvair-se sem poder fazer nada que contrarie o destino.
Mulher forte e corajosa, tem lutado até às ultimas forças contra a doença fatal, sem uma queixa, sem revolta, com uma coragem inusitada num corpo tão debilitado pela doença que dia a dia a vai roubando à vida. Exemplo de coragem e abnegação, cada dia com menos forças para continuar esta luta inglória, mas sempre com um sorriso doce nos lábios sem um queixume, vai esperando plácidamente o dia da partida, o dia do "regresso a casa". Amiga generosa, que sempre me ajudou quando precisei. E eu estou com ela, ela precisa de mim e eu vou estar com ela até ao fim, dando-lhe todo o meu amor e fazendo o possivel para que se sinta confortável, tentando minorizar-lhe o sofrimento da forma que me seja possivel.
É por esse motivo amigos, que ando tão afastada dos meus blogs, deixo-vos aqui a explicação, porque entendo que os amigos merecem saber o motivo do nosso afastamento.
Muito obrigada por me lerem, e sempre que me seja possivel vou pondo as vizitinhas em dia e escrevendo algo. 
 
Um beijo carinhoso a quem gosta de mim, e dois a quem não gosta, para amaciar o coração.
 
Idália Henriques

terça-feira, 11 de setembro de 2012

PARA OS MEUS AMIGOS



 
imagem aqui

Olá a todos os meus amigos e seguidores. Tenho andado um pouco afastada dos posts, peço desculpa aos meus amigos, mas a vida não é só blogar. Rsrsrs.

Hoje fui surpreendida pela nossa amiga Elaine, do Blog De dentro Para Fora, que divulgou o meu blog no cantinho dela, tão cheio de coisas boas e interessantes.

Obrigada querida Elaine.

 Não sei se já repararam, tenho um selinho do meu blog para os meus amigos que quiserem levar, vai ficar lindo no vosso blog! rsrsrs.

Beijos para todos e obrigada a quem gosta de mim.

Idália Henriques
Flores para quem gosta de mim


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